Que cientistas ganharam os Prêmios Nobel em Ciências de 2018 e quais foram suas descobertas?

Capa do post com o título "Que cientistas ganharam os Prêmios Nobel em Ciências de 2018 e quais foram suas descobertas?" e o Prêmio Nobel ao fundo.
Que cientistas ganharam os Prêmios Nobel em Ciências de 2018 e quais foram suas descobertas?
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Em 2018, os Prêmios Nobel em Ciências foram para 8 cientistas. Saiba mais sobre as descobertas que lhes renderam esse importante reconhecimento.

É sempre muito interessante acompanhar o anúncio dos vencedores do Prêmio Nobel. Trata-se de uma excelente oportunidade de conhecer mais sobre pesquisadores/pesquisadoras de renome e a relevância de suas descobertas para a humanidade.

Neste ano de 2018, os prêmios de Fisiologia ou Medicina, Física e Química foram para 8 cientistas. Quer saber mais sobre os seus achados? Confira a seguir!

Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina 2018

 

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Os vencedores do Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2018 foram James P. Allison e Tasuku Honjo, “pelas suas descobertas em terapia contra o câncer por inibição de regulação imunológica negativa”.

O americano James P. Allison de 70 anos estudou uma proteína que funciona como um freio para o sistema imunológico e percebeu o potencial que liberar esse freio teria para que as células de defesa atacassem os tumores. Ele então desenvolveu esse conceito com uma nova abordagem para o tratamento dos pacientes.

Em paralelo, o japonês Tasuku Honjo de 76 anos descobriu outra proteína em células do sistema imunológico que também tem a função de freio contra os tumores, mas com um mecanismo de ação distinto. Terapias baseadas na sua descoberta se provaram notavelmente efetivas na luta contra o câncer.

Prêmio Nobel de Física 2018

 

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Metade do Prêmio Nobel de Física 2018 foi para Arthur Ashkin e a outra metade foi para Donna Strickland e Gérard Mourou, “por invenções revolucionárias no campo da física dos lasers”.

O americano Arthur Ashkin, de 96 anos, recebeu sua parte “pelas pinças ópticas e sua aplicação em sistemas biológicos”. A invenção é capaz de “agarrar” partículas, átomos, vírus e células vivas. Um dos momentos mais emblemáticos foi em 1987, quando Ashkin “agarrou” uma bactéria viva com as pinças ópticas sem prejudicá-la.

A canadense Donna Strickland de 59 anos — a 3ª mulher laureada com o Nobel de Física — e o francês Gérard Mourou de 74 anos foram premiados “por seu método de geração de pulsos ultra-curtos e de alta intensidade”. Entre as principais aplicações estão cirurgias oculares e outros procedimentos de precisão.

Prêmio Nobel de Química 2018

 

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Metade do Prêmio Nobel de Química 2018 foi para Frances H. Arnold e a outra metade foi para George P. Smith e Sir Gregory P. Winter, “por assumir o controle da evolução e usado seus princípios para trazer benefícios à humanidade”.

A americana Frances H. Arnold, de 62 anos — a 5ª mulher laureada com o Nobel de Química —, recebeu sua parte “por conduzir a evolução direcionada de enzimas”, que são proteínas essenciais para certas reações químicas. O uso de enzimas desenvolvidas com os métodos de Frances Arnold permitiu uma fabricação de substâncias químicas mais favorável ao meio ambiente e a produção de combustíveis renováveis.

O americano George P. Smith de 77 anos desenvolveu um método de direcionar a evolução de proteínas com auxílio de um vírus bacteriófago (que infecta bactérias).

O britânico Sir Gregory P. Winter de 67 anos usou esse método para a evolução direcionada de anticorpos, o que possibilitou a criação de medicamentos para o tratamento de doenças como artrite reumatóide, psoríase e até mesmo o câncer metastático.

São todos avanços fascinantes, que só ajudam a aumentar a ansiedade para os anúncios dos próximos anos. E se você estiver se perguntando sobre o reconhecimento do prêmio às mulheres ao longo da história, confira a resenha do livro Mulheres que ganharam o Prêmio Nobel em Ciências, de Sharon Bertsch McGrayne.


Referências:
Comunicado à imprensa sobre Nobel de Fisiologia ou Medicina
Comunicado à imprensa sobre Nobel de Física
Comunicado à imprensa sobre Nobel de Química

Imagem de fundo da capa:
Pixabay


Engenheiro de Computação e Informação trabalhando com Marketing Digital e editando o Blog da Ciência. Convicto do poder da divulgação científica como ferramenta para compartilhar conhecimento.

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